Venda de imóveis usados e locação registram crescimento em São Paulo

“Em fevereiro tem carnaval”, diz a canção. Mas também teve aumento de vendas no setor imobiliário, conforme pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP). No mês, as vendas subiram 13,17% em relação a janeiro. A pesquisa foi realizada com 1.101 imobiliárias em 37 cidades do Estado. O aluguel também observou alta: 16,01% a mais de negociações.

A expectativa é que os números mantenham-se nos próximos meses, apoiados pelas recentes medidas econômicas, como a liberação de contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), juros em baixa e inflação em queda. Para José Augusto Vianna Neto, Presidente do CRECI-SP, apesar dos problemas, como o desemprego altíssimo, os indicadores darão confiança e retomada de investimentos. O mandatário da entidade também alerta para que o Governo Federal pressione os bancos a baixar os juros, de modo a facilitar o crédito imobiliário.

Os bons números de fevereiro são causados, também, pelo recuo de 5,43% no índice CRECI-SP, que quantifica o comportamento mensal de aluguéis novos e preços de imóveis usados. “Os donos de imóveis, com as exceções de sempre, sabem que não dá para puxar os preços de venda e locação num momento como este, mesmo que a demanda sempre supere largamente a oferta tanto na locação quanto na venda”, explica Viana Neto, complementando que é preciso equilíbrio no setor.

COMPRA DE USADOS: DESCONTOS EM ALTA EM BAIRROS NOBRES

Os imóveis com valor de até R$ 300 mil foram os favoritos de acordo com a pesquisa: estes somam 51,97% do total de negociações fechadas, entre casas e apartamentos. A venda, na Capital, subiu 61,9% em comparação a fevereiro. Por outro lado, o mercado imobiliário também observa descontos nas propriedades, de modo a aquecer as vendas. Nos imóveis usados, a média de descontos girou em 12,54% em bairros nobres. Em bairros centrais, o abatimento chegou a 7,24%, enquanto nas demais regiões, 5,8%.

LOCAÇÃO DIVIDIDA ENTRE CASAS E “APÊS”

O aluguel em fevereiro denota um empate técnico: foram alugadas 50,04% das casas e 49,96% de apartamentos. Nesses contratos, o fiador pessoa física é preponderante, sendo responsável por 56,82% doas negociações. Depósito no valor de três meses do aluguel, seguro de fiança, caução, cessão fiduciária e locação sem garantia vem na sequência.

Os aluguéis mensais de até R$ 1 mil dominaram o cenário de locações, representando mais da metade do total. Estes imóveis estão em sua maioria (72,83%) nas áreas centrais das cidades pesquisadas. Os descontos para um aluguel mais rápido alcançaram de 11,56% (bairros nobres e periféricos) a 12,37% (bairros centrais).

Se as vendas e aluguéis aumentaram, a inadimplência também: uma alta de 11,9% em relação a janeiro (5,57% contra 6,23% em fevereiro). Afinal, o “pa tropí” cai na folia em fevereiro e decide por outras contas a pagar.

Fonte: CRECI-SP

Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Via: Jornal SP Norte

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